A importância da Responsabilidade Social no mundo corporativo

O conceito de responsabilidade social corporativa assume na sociedade de hoje uma importância nunca vista. A velocidade das mudanças que ocorrem em todos os campos impele a um novo comportamento das organizações perante seus públicos. Elas passam a se preocupar mais com as reações sociais, com os acontecimentos políticos e com os fatos econômicos mundiais. Nesse contexto, o planejamento de políticas aptas a responder aos novos anseios e exigências adquire um significado cada vez maior, como uma necessidade para o presente e um investimento para o futuro.

Foi-se o tempo em que o primeiro setor (representado pelo Estado) era o único agente capaz de promover o bem-estar coletivo. A co-responsabilidade dos demais setores (iniciativa privada e sociedade civil organizada), embora não possa substituir o papel estatal, deve auxiliar na redução das desigualdades. É inadmissível que as corporações se pautem por uma política de indiferença, fechando-se para o que ocorre na sociedade.

Para uma organização enfrentar a concorrência, crescer e se desenvolver, essa tarefa deve se iniciar com o total apoio, participação e engajamento da alta direção, afinal, trabalhar o conceito de responsabilidade social corporativa significa lidar com a sensibilização, envolvimento e convencimento. Esta tarefa começa ‘dentro de casa’, respeitando os funcionários, pagando salários justos e em dia, fazendo-os participar dos lucros e resultados, preocupando-se com sua qualidade de vida, promovendo seu crescimento e realização pessoal e valorizando a diversidade. Trata-se, portanto, de uma filosofia de atuação integrada aos valores éticos da empresa, que transcende os ditames legais, por acreditar que assim se promove a justiça social.

Portanto, não nos iludamos: responsabilidade social corporativa não pode ser confundida com simples atividades de ajuda social, por mais louváveis que estas sejam. Empresas como Enron e WorldCom também tinham projetos de auxílio à sociedade. Faliram, contudo, pois não entenderam que uma postura de transparência e ética é essencial para mantê-las vivas. Quando não se preveem os resultados das ações empresariais, antecipando seus possíveis desdobramentos e impactos junto a todos os públicos, não se é socialmente responsável.

Oded Grajew, um dos grandes nomes em nosso País que tem contribuído para a disseminação e incentivo de práticas socialmente responsáveis, lembrou certa vez, com propriedade, que “não há nenhum conceito novo quando se pensa em responsabilidade social. O que há, na verdade, é um novo olhar, uma nova maneira de compreender as questões que envolvem todas as relações humanas, inclusive – e especialmente – no universo empresarial”.  Aos mais céticos, que ainda não admitem que as boas práticas dão lucros e valorizam a empresa, vale lembrar que empresas socialmente responsáveis são mais lucrativas, crescem mais e são mais duradouras – basta uma pesquisa ao índice Dow Jones para comprovar isso.

A chave do sucesso corporativo parece estar na sua capacidade de desvendar o grau em que cultura e valores de uma organização se coadunam com as expectativas da comunidade. Lição aparentemente simples, mas deveras profunda, que necessita ser entendida pela alta administração e pelos administradores dos novos tempos.

Sobre o Professor Sergio Bialski: Professor há 3 anos da Laureate International Universities (graduação), nos cursos de Publicidade, Relações Públicas e Jornalismo; 9 anos de docência na ESPM. Mais de 20 anos de experiência no mundo corporativo, trabalhando em empresas multinacionais como: Dun & Bradstreet, Colgate-Wyeth Whitehall, Rhodia, Aventis e Sanofi. Co-autor de diferentes livros, dentre os quais Criativos, Inovadores e Vencedores (São Paulo: Literare Books, 2018), Manual Completo de Empreendedorismo (São Paulo: Literare Books, 2018) e Educação: inovação e ressignificações (São Paulo: Literare Books, 2018). Para obter informações completas sobre o Professor Sergio Bialski, acesse: www.sergiobialski.com.br

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