O marketing é compreendido como a ciência e a arte de entender e satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores. Segundo os autores Keller e Kotler (2012, p. 3): “O marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais. Uma das mais sucintas e na minha opinião, melhores definições de Marketing é a de “suprir necessidades gerando lucro”. As empresas necessitam ter lucro e o consumidor quer que suas necessidades e desejos por produtos e serviços sejam amplamente atendidos.

O desafio das empresas foi e continua sendo entregar valor para o cliente, através de estratégias, estrutura e boas ideias.

O marketing envolve uma gama de processos internos para alcançar a eficácia no mercado, cada vez mais competitivo e com consumidores vorazes por novidades e tecnologia de ponta.

As mudanças, ao longo dos anos, foram cruciais para chegarmos ao presente momento. A transformação na forma de as pessoas se comunicarem alterou a percepção que o consumidor possui sobre tudo. Saltamos do marketing centrado no produto (1.0) para o marketing centrado no consumidor (2.0), chegando ao marketing centrado no ser humano (3.0), numa visão holística, tendo o cliente, ator principal, dotado de mente, coração e espírito.

Vivendo num mundo cada vez mais tecnológico, os seres humanos querem se envolver mais profundamente com a criação de bens e serviços, ditando e influenciando o que é produzido pelas empresas. Em contrapartida, mais do que apenas querer vender e lucrar, as empresas precisam se preocupar com as condições do planeta, a melhoria da qualidade de vida e saúde das pessoas, lançando campanhas que as incentivam a consumir alimentos saudáveis e bons hábitos, como não fumar e praticar exercícios físicos regularmente.

Apesar de muitas empresas ainda não desenvolverem o marketing 3.0, algumas ainda permanecem no marketing 1.0 ou no 2.0. Kotler, em parceria com Hermawan e Iwan, lançou o livro Marketing 4.0, do tradicional ao digital, pois, diante das mudanças massivas na tecnologia da comunicação e na economia e tendo em vista a dinamicidade do marketing, é natural que uma nova visão estivesse se desenvolvendo.

Visando a necessidade de acompanhar as mudanças no mercado consumidor e frente à revolução digital, as empresas precisam estar cientes das mudanças que a internet trouxe: mais conectividade e transparência à vida de todos nós. Ainda há necessidade de as empresas continuarem a fazer marketing tradicional através das mídias tradicionais como TV, rádio, mídia impressa. O marketing digital está sendo utilizado cada vez mais e a tendência é que isso aumente, exponencialmente, em pouco tempo.

Outro ponto que o livro aborda é a forma como a conectividade transforma o modo que as empresas e clientes se relacionam, pois as pessoas estão cada vez mais levando em consideração o que as outras pessoas do seu círculo social falam de suas experiências com os produtos/serviços que as empresas veiculam sobre si mesmas.

Os consumidores comunicam-se entre si numa velocidade enorme e em tempo real, acessando a opinião de multidões, apoiando suas decisões de compra nessa interação. Deixaram de serem consumidores passivos e passaram a serem mídias ativas de comunicação. As empresas que praticam o marketing de forma honesta e verdadeira não têm com que se preocupar, já as que não estão de acordo com essa prática estarão aptas a perecer.

O marketing necessita e está sempre em evolução, adaptando-se e procurando estar à frente das mudanças do mercado. O consumidor moderno é inquieto, sem tempo e tem na palma da sua mão instrumentos de pesquisa, de forma instantânea, tomando decisão acerca do que comprar, comparando marcas, qualidade dos produtos, preços, tendências de mercado e uma gama enorme de informações. A conectividade realmente veio para revolucionar o mercado consumidor mundial.

Diante de todo este cenário, o marketing digital substituiu o marketing tradicional ou os dois podem e devem coexistir no cenário da economia digital?

No marketing 4.0, Kotler defende a coexistência de ambos, pois o marketing mistura os formatos on-line e off-line, buscando a interação entre clientes e empresas, resultando num constante desafio para o fortalecimento e o engajamento dos clientes com suas marcas. Essa coexistência é possível e necessária e deve ser gerida pelas empresas que atuam ou pretendem fazer parte do mercado atual.

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