As empresas são seres vivos, embutidas em um ambiente vivo, portanto, estão sujeitas a mudanças não-desejadas; assim sendo, têm razão os críticos que questionam as empresas que tendem a perpetuar sua forma de operar.

As empresas no mundo inteiro investem mais de US$ 50 bilhões por ano em honorários de “consultores da mudança”. Esse valor responde por apenas um terço do custo total com iniciativas desse tipo. No entanto, as pesquisas indicam que 70% desses esforços ficam significativamente aquém das expectativas (Richard Pascale, em HSM Set/Out 2004).

Mudar é a oportunidade de se sair melhor! Esta é a ideia central dos projetos de gestão da mudança.

O inesperado sempre causou impacto no ser humano; é mais fácil ficar na chamada zona de conforto, do que enfrentar o novo e se adaptar a ele. Perante as mudanças, as pessoas tendem a mostrar temores e resistências. Isso ocorre, principalmente, quando a transformação  organizacional não foi apresentada de forma transparente.

O gestor empresarial precisa comunicar e praticar o discurso da mudança (walk the talk), assim como oferecer direção, incentivo e capacitação para sua equipe. Só assim, as mudanças podem se tornar a mola propulsora para o desenvolvimento do profissional, o qual, em conjunto com os demais colaboradores, gera os impactos desejados para a empresa como um todo.

A pergunta é se a mudança é uma realidade a que as pessoas precisam estar atentas ou uma oportunidade para o aperfeiçoamento profissional; os dois aspectos estão implícitos na mudança.

Quando as mudanças externas são maiores que a mudança interna, o seu impacto para a empresa torna-se cada vez maior. Se a gente não compreender essa relação, mudar tornar-se-á algo difícil, uma “obrigação”. Contudo, se compreendermos essa relação, perceberemos que há uma oportunidade imperdível lá fora, ou seja, o “convite” para poder fornecer um produto ou serviço de real relevância para o cliente.

O inverso também é válido: se a empresa estiver à frente de mudanças no mercado e você estiver perdendo terreno, fique atento, pois há grande probabilidade de você não estar desenvolvendo a competência que os clientes querem e a empresa precisa. Surge a pergunta: quem mais lucra com as mudanças: a empresa ou os colaboradores? Se colocarmos na balança a crença de que com uma mudança bem sucedida, a priori, é o cliente que lucra, podemos concluir que, “por tabela”, a empresa ganha e, consequentemente, o colaborador; estamos falando de um ganha/ganha/ganha. Por onde começar? Cabe à alta direção conseguir um comprometimento de todos em torno da aspiração comum de atender, ou melhor, superar as expectativas do cliente. Este mandamento implica em aceitar a mudança como um fenômeno natural. Depois, é preciso criar um plano para enfrentar a mudança. Converse com pessoas que já passaram pelo que  você  está  passando;  aproveite o momento para investir em ideias inovadoras e criativas no sentido de contribuir para alcançar os objetivos da mudança; torne-se mais proativo, estabelecendo um propósito ousado, sabendo enfrentar obstáculos e construindo  opções  que  o  levem  diretamente  aos  resultados  esperados  da mudança. Assim, você ganha terreno como um real Agente de Mudança. Exija dos gestores da empresa que eles comuniquem as razões da mudança, reativa ou proativa.  Para onde estamos  indo?  Qual é o resultado esperado?  Como cada um pode contribuir com o seu potencial produtivo?  Quais as competências e tarefas necessárias para alcançar o sucesso na mudança?

Pesquisas  indicam  que  aproximadamente 30% dos líderes não estão preparados para conduzir as pessoas  para  produzirem  os  resultados da organização.

Faça-se  lembrado   para   fazer   par te de um comitê de mudança ou de uma força tarefa cuja incumbência é executar uma mudança, p.ex., o lançamento de um novo produto ou serviço. Aceite indicadores de desempenho que levam ao resultado desejado da  mudança,  desde  que  claramente comunicados pelo gestor.

Mudar é preciso e possível, antes de se tornar refém da mudança…

Werner Kugelmeier

Diretor Proprietário da WK PRISMA Empresa de Treinamentos empresariais. www.wkprisma.com.br

→ Aproveite ao máximo o conteúdo deste artigo com nossas indicações de leitura