Por Gutemberg Leite

A qualidade do feedback dependente diretamente da boa/adequada comunicação e, nesse sentido, não faz diferença se o locutor está discorrendo sobre um assunto técnico, como por exemplo, índices orçamentários, ou se apenas palestra sobre temas cotidianos. O feedback (reação a estímulos) na comunicação, é um incentivo capaz de apresentar aos agentes comunicativos, “doses” de obtenção de resultados a título de mensuração de serem esses, o esperado.

Essencial para o cumprimento de metas de uma empresa, o feedback vem recebendo atenção de todos os gestores, em especial os da área de comunicação e de recursos humanos.Sendo assim, o feedback deve ser observado no sentido literal da expressão “objetivo de resposta”, ou seja, apresentar utilidade enquanto sugere a existência da eficácia – ou não! – durante e após o processo comunicativo inicial.

Assim, pressupõe-se quatro critérios básicos, para avaliação da qualidade do feedback:

Ser viável: poder se adequar ao tempo disponível na conversação;
Ser mensurável: poder ser avaliado após a recepção;
Ser definidor: poder ser mais objetivo do que propriamente conclusivo (o início pelo fim);
Ser prioritário: oferecer melhores escolhas para a compreensão da mensagem como um todo.

Mas, como então obter um feedback eficaz?

Com uma comunicação que cumpra com os resultados que dela se espera, ou em outras palavras, que consiga ser planejada com antecedência, como por exemplo, preparando ambientes favoráveis, tomando os devidos cuidados para não construir monólogos, ministrar debates – ao invés de discussões – de forma que os pontos críticos sejam abordados sem agressividade.Manter-se atento (a) às formas de comunicação não verbal, simplificando o mais possível os momentos comunicativos, a exemplo das reuniões, são de suma importância.

Nesse sentido, o filósofo inglês, William Ockhan, apresenta uma citação interessante, que pode ilustrar muito bem a ideia do que aqui pretendo transmitir: “Se em tudo o mais forem idênticas às várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor”. Os recursos humanos na atualidade, tem hoje uma consciência mais profunda da importância do feedback em relações que vão além do público interno, todavia, observo que muitas empresas ainda não as têm ou, as observa de maneira não planejada.

Como está o avanço do feedback comunicativo no seu negócio?

Gutemberg Leite – Mestre em Ciências da Comunicação e Gestor de RH.
Mestre em Ciências da Comunicação, pós-graduado em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero e especialização em “Novas Tecnologias da Comunicação” pela Universidade da Flórida, Estados Unidos. Pós-graduado em Administração com ênfase em Recursos Humanos pela FECAP e em Direito Empresarial pela EPD–Escola Paulista de Direito. Administrador de Empresas e Jornalista. Certificado em Coaching pelo IBC – Instituto Brasileiro de Coaching e em Mentoria Empresarial pela Valor Empresarial. Iniciou a carreira em Recursos Humanos em 1969, tendo atuado em empresas nacionais e multinacionais até 1982, em recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento organizacional. Em 1983, fundou o Grupo Meta RH, empresa especializada em serviços de recursos humanos. Coautor dos livros Ser+ inovador em RH, Gestão de pessoas e comunicação, da Editora Ser Mais e, com Fábio França, A comunicação como estratégia de Recursos Humanos, Editora Qualitymark, em sua segunda edição.

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