Não é de hoje que sabemos que a criatividade faz a diferença. Criar é inovar e avançar. Evoluir. Fazer diferente e melhor. Porém, parece que o maior engodo da criatividade é o fato de a maioria dos profissionais acreditar que é nada ou bem pouco criativa. Assim, todos os dias, milhares de pessoas desperdiçam oportunidades fantásticas de mudar a própria história. Perdem a chance de dar uma guinada em sua vida e, finalmente, conquistar o sucesso que tanto desejam – e que muitas, inclusive, merecem! O que as paralisa?

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O que o paralisa? O que impede que você ouse, tente, “pense fora da caixa”, como sugerem os líderes ávidos por encontrar um, ao menos um profissional de sua equipe que trabalhe com gana, com brilho nos olhos, com a fome de uma criança que quer descobrir o mundo, ou de um adolescente que quer revolucionar o velho sistema? Em geral, o que engessa potenciais criadores, o que embota toda a criatividade de grande parte das pessoas, é o desejo de fazer perfeito. É a ilusão de que quem é bom, quem é criativo de verdade, acerta na primeira. E acerta grande! E acerta sempre! Esse é o maior e mais perigoso de todos os enganos sobre o que seja ser criativo!

Criatividade, como qualquer talento, é exercício. Exercício é prática diária. É treino constante e consistente. É isso que leva à excelência.

É somente assim, fazendo, dia após dia, numa busca empolgante e sensata, que se alcança não a perfeição, mas o novo, o inimaginável, o que muitos consideravam impossível.

Exemplo atual desse exercício é a história de Steve Jobs. Um homem que enxergou além e acreditou no que viu. Mas apenas ver e acreditar não o teria transformado no diretor da empresa mais valiosa do mundo. Não! Ele precisou trabalhar, colocar a mão na massa. E, mais do que isso, precisou se reinventar.

Ser criativo consigo mesmo. Rever algumas de suas posturas e reinvestir em outras. Isto é, fez e errou.

Fez e acertou. Fez e teve de tentar de novo. Criatividade é isso: fazer e refazer, durante toda a sua vida. Sempre com os olhos adiante.

Existem – felizmente – muitas e muitas histórias de pessoas que desbravam o mundo e revolucionam o velho sistema. Mas não se deixe enganar: o fato de grande parte delas ser criativa em escalas muito, muito menores não diminui seu mérito e sua excelência. Pequenos gestos, pequenas criações, pequenos resultados, mas de uma grandeza fundamental, absolutamente indispensável. Iniciativas e atitudes essenciais para que as grandes engrenagens possam continuar funcionando de forma eficiente e, de alguma forma, inovadora.

Pode não parecer, mas ser criativo, muitas vezes, tem a ver com ser gentil, manter a calma quando todos estão prestes a perdê-la, surpreender o outro com um pedido de desculpas, sorrir mais, oferecer ajuda, escutar alguém (em silêncio), entre outras posturas que, pode apostar, têm poder de conduzi-lo a um sucesso que você, talvez, nem imagine.

 

Rosana Braga

Jornalista, consultora em relacionamentos, conferencista, escritora, graduanda em Psicologia. Escritora dos livros Felicidade e Damas de Ouro pela  Editora Ser Mais. www.rosanabraga.com.br  rosana@rosanabraga.com.br