Esta semana comemoramos o dia do trabalho. Curiosamente, no Brasil, temos atualmente cerca de 13 milhões de desempregados e outros tantos milhões que estão reclamando dos seus respectivos empregos, vai entender!

De qualquer forma, hoje procuro render a minha homenagem, e quem sabe uma contribuição, para melhorar a qualidade do atendimento nos produtos e serviços a nós, “meros” consumidores. Afinal, o tempo muda, as coisas mudam, mas parece que muita gente ainda não se deu conta disso.

Antes de mais nada, caro trabalhador, compreenda que hoje e cada vez mais daqui para frente a sua carreira estará em suas mãos e dependerá exclusivamente de você.

Portanto, algumas coisas precisam estar bem claras na relação de emprego que você resolveu abraçar, quer dizer: Se abraçou a profissão de policial, provavelmente estava ciente dos riscos inerentes, especialmente no Brasil, então, não cabe justificar o desleixo e a negligência  às condições precárias, que, convenhamos, é lamentável nas seccionais, eu sei. Se você escolheu ser professor do estado, o salário e a falta de estrutura não podem ser motivo para o seu baixo desempenho e péssima atuação. Da mesma forma, se optou por trabalhar no varejo, principalmente no shopping, não pode reclamar da falta de finais de semana e feriados já que essa é uma condição inerente ao mercado em que atua. Lembre-se: Ninguém o obrigou a ser policial, professor, vendedor ou atendente de loja. Em todas elas, foi uma escolha pessoal!

Há alguns anos, eu tive a oportunidade de ler uma matéria que falava dos “momentos da verdade”, uma expressão criada por Jan Carlzon, à época, presidente da SAS (Scandinavian Airline), que alertava sobre os três momentos decorrentes de pequenas e breves interações, que podem variar de 3 a 10 segundos. É isso mesmo! É quase instantâneo, e tem a ver com a relação expectativa e percepção do cliente, ou seja, sempre que o cliente entra em um estabelecimento, ele carrega uma série de expectativas que podem ser frustradas, indiferentes ou extrapoladas.   

Sendo assim, por que não entregar o seu melhor cartão de visita ao cliente? Qual? Pode começar com um belo sorriso, afinal, ele não tem custo, tem alma, não corre o risco de ir parar na lixeira, permite que você seja mais facilmente lembrado, transmite credibilidade, facilita o processo de comunicação, mostra uma postura agradável e convidativa que revela o quanto você se sente feliz e realizado com o seu trabalho, transmitindo assim maior segurança e confiabilidade.

Curiosamente, nesta quarta, dia do trabalho, fui ao supermercado comprar algumas coisas. Ao passar as compras no caixa fui recepcionado por um belo sorriso por parte da atendente, que interagiu e me deixou bastante confortável, até que ao finalizar, desejei-lhe “um feliz dia do trabalho”, o sorriso sumiu de sua face dando lugar a uma expressão de “copo d’água”, sabe como é? Indiferente! Percebi o desconforto, por mim, “réles cliente” gerado e procurei, imediatamente me redimir complementando: – Afinal, você e seus companheiros são os que estão verdadeiramente representando a classe. Pronto! A expressão “copo d’água” cedeu lugar a “pisei no cocô do cachorro na rua” seguida da frase: – Eu preferiria estar folgando e não estar representando nada! Que mulher, me levou do céu ao inferno em segundos, peguei minhas compras e saí dali pensando naqueles 13 milhões de pais e mães querendo uma oportunidade.

Mas, eu prefiro terminar com um exemplo extraído da série grandes profissionais, criada por mim, para reconhecer e valorizar os grandes profissionais que considero exemplos para inspirar outros, sobretudo os mais jovens.

Nesse caso, escolhi o Idalmo, com quem compro ternos há quase 15 anos. Esse cara sempre esteve muito bem posicionado em seu mercado, representando grandes marcas, e quer saber? Onde ele vai eu vou atrás e compro com ele. O nome disso? Respeito e confiança! Recentemente, nos falamos rapidamente, ele me disse: “eu procuro enxergar o negócio com os olhos do dono, defendo a empresa e trato todos os clientes e mesmo os que não são como pessoas muito especiais”. Resultado: Ele não conhece o desemprego e nem viu a crise!

E se fosse você, qual seria a sua expressão? Copo d’água? Pisei na merda ou um belo sorriso? Faça boas escolhas e até a próxima.

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