Concordo que responsabilizar outras pessoas pelo nosso fracasso é muito mais confortável e menos “sofrível”, mas assumir a responsabilidade pelos próprios atos e pelos resultados que dele vêm, é libertador e gratificante. Repare que enquanto isso não ocorre, todas as vezes que deixamos de fazer algo ou ficamos empatados pelo comportamento de outra pessoa, perdemos muito tempo lamentando, reclamando e muitas vezes acusando e ouvindo justificativas, muitas das quais injustificáveis, me arriscaria a dizer: a esmagadora maioria dos motivos não tem uma real explicação! Esse é um tempo precioso que poderíamos alocar para fazer algo no sentido de mudar a atual situação, como essas a seguir:

– Não estou satisfeito com o meu emprego atual porque o meu chefe só me atrapalha;

– A empresa na qual eu trabalho não me possibilita fazer um trabalho de qualidade porque não oferece as condições necessárias para isso;

– Eu deixei de receber o clipping porque a emissora é burocrática e não me responde;

– Acordei tarde porque ninguém me acordou;

– Estou triste porque meu marido não me ama mais;

– Eu não cresço na carreira porque não tenho apoio da minha família;

– Eu não tenho sorte no amor;

Se eu for considerar todas as situações que ouço diariamente, esse artigo virará um capítulo inteiro, por isso, estou apenas compartilhando uma vaga ideia dos inúmeros argumentos que se utiliza para justificar a própria derrota evitando assim, o peso na consciência. E isso sem falar dos muitos que a transferem a culpa como forma de não assumir a responsabilidade que outrora era apenas sua, como: comer todo o alimento servido em um restaurante e não pagar sob o pretesto de que estava salgado. Está errado, ora: comeu, tem que pagar! Né?!

Mas porque evitamos tanto assumir a responsabilidade pelos nossos atos e resultados? Simples! Como diria Marianne Williamson: “Nós tememos mesmo não o fracasso, mas o sucesso”, mas por que ele é tão assustador? Porque junto com o sucesso vem a responsabilidade, ouvimos isso na trilogia do homem-aranha quando seu tio Ben Parker sussurra para o seu sobrinho: “Peter, quanto maiores os poderes de um homem, maiores as suas responsabilidades”. Em outras palavras, crescer na vida requer passar por algumas privações, dores e sacrifícios, além do cuidado redobrado com relação a palavras, gestos e atitudes que tomamos, pois inevitavelmente passamos a ser um espelho para os demais.

Tudo bem, mas o que fazer em relação àqueles casos que, teoricamente, dependem mais dos outros como os demonstrados no início desse texto? Perceba que em todos esses casos, o sujeito está refém das circunstâncias ou de outra pessoa, mas pequenas atitudes valem muito e podem mudar tudo:

– Eu estou disponibilizando currículos para ir para um trabalho mais alinhado com o meu critério de valores;

– Eu farei o meu trabalho mesmo que a empresa não me dê as condições que preciso. É uma questão de honra!

– Farei uma visita à emissora e só sairei de lá com o clipping em mãos;

– Eu coloco o despertador de mesa e o do celular para não correr o menor risco de perder a hora de acordar;

– Meu marido não me ama, azar o dele, meu bem-estar e felicidade dependem somente de mim;

– Eu vou procurar um especialista para desenvolver um plano de carreira e vou vencer;

– Eu ainda não encontrei o amor da minha vida, mas sei que é só uma questão de tempo, enquanto isso, foco no que realmente importa no momento.

Desse modo, é importante, tomar as rédeas da situação e resolvê-las ao invés de ficar se lamentando e reclamando. Atitude é tudo, afinal, como dizem por aí: tempo é dinheiro! Portanto, adote a autorresponsabilidade como um princípio básico e ensine as próximas gerações a fazerem o mesmo.

Desse modo, você melhora as suas relações; adquire maior equilíbrio emocional; torna-se mais produtivo eliminando velhos hábitos nocivos; conscientiza-se de que os erros são oportunidades de aprendizado; passa a ter uma visão mais otimista das coisas; minimiza conflitos desnecessários, sobretudo aqueles de “caça-às-bruxas”; converte as dificuldades em oportunidades; adquire maior autonomia e autoconfiança, além, lógico, de um inquestionável potencial de crescimento; e o melhor de tudo: torna-se independente de toda pessoa, coisa ou situação das quais poderia estar refém, minimizando o risco de ser atrapalhado em sua jornada obtendo assim, relações mais harmônicas, produtivas e saudáveis.

Gostou do tema? Tem alguma experiência parecida? Compartilhe comigo, terei o maior prazer em conhecer a sua história e quem sabe, contribuir com outras pessoa que têm as mesmas dificuldades, envie suas dúvidas, sugestões, sua opinião para o whatsapp (011) 99546 8145 ou mande um e-mail para fale@cibracoaching.com.br. Você poderá fazer parte do nossa próxima edição.

Aproveite ao máximo o conteúdo deste artigo com nossas sugestões de leitura!